terça-feira, 16 de setembro de 2008


Espelho



Só eu posso entender seus símbolos


Decifrar seus versos enantimorfos


Frases com ilusão de ótica


Que moldam o espelho da su’alma


Trazem em verbos a sua fala


Uma fala muda para os meus ouvidos surdos


Mas um som nítido para os meus sonhos


Canções perfeitas para os olhos.


sexta-feira, 12 de setembro de 2008


Sem você


Sua ausência é minha loucura
Sua mudez me deixa nua
Nua de pensamentos
Nua de inspiração
Meus versos perderam o sentindo
O ombro amigo
Que sempre me foi abrigo
Devo me calar então
Ou melhor não?
Minhas linhas estão tortas
Minha tinta já não me importa
Deixo a página em branco
Decido: esqueço o encanto.

terça-feira, 9 de setembro de 2008


Carnavais



Amores de outros carnavais


Despertam vendavais,


Meu caro...


É só jogar alguns festins


E gastar um pouco do seu latim...


Abusar do seu gingado


Sem muito sapateado


Basta querer seduzir


Deixar uma bela frase fluir


Escolher uma fantasia


Vestir mil cores em alegria


E os amores de outros carnavais


Terão ares atuais!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008


Reflexão


A poesia suprime a necessidade

de que algum dia eu venha sentir saudade.

Será essa a verdade?

Homem mistério

Uma sobretudo, um chapéu
Lá vem ele misterioso
Parece que saiu de um livro de cordel
Todo heróico e glorioso
Num passo apressado, silencioso
Cheio de segredos...
Desejos...
É tão lindo de se olhar
Um único sorriso me faz sonhar...

- um olhar feito de ilusão; um sorriso que não posso alcançar-

A besta



Qual o limite da maldade?
O extermínio da bondade?
Que frialdade!
Um Fritzl frívolo
Com se rosto demoníaco
Mente perversa de maníaco
Alma feita de podridão
E de Deus não merece perdão

Que Deus seu compadeça de Elisabeth
Dando-lhe a tranqüilidade que merece
E que o homem cumpra seu papel
Faça valer as leis da terra e céu
Na justiça contra o mal
Calabouço ao Fritzl, o bestial!

domingo, 31 de agosto de 2008


Amor impossível

Ah, meu amigo
Estou perdida
Já não sei o que fazer da vida
Estou viciada nas suas músicas rimas
Que soam de sua lira

O que tu fizeste com meu coração?
Parece tentação!
Ponho-me a sofrer
E temer...
Por que não posso te ter?

Vivo afogada em ilusão
Em palavras que vêm e vão
E não me trazem você
O que posso fazer?!
Penso que estou louca
Minha mente está rouca
De tanto gritar seu nome
E você não aparece, sua lembrança some
Deve ser dos deuses maldição
Amor impossível, desilusão

Sai de dentro de mim!
Isso precisa ter um fim?
Não sei se quero...
O que espero...
O que me prende a você
Pra mim o melhor é morrer...